Aventuras da Clean – Eliezer no meio da selva

Após uma viagem cansativa e com muita turbulência no pequeno avião da Total, o gerente do Centro de Inteligência Técnica e Inovação da Clean, Eliézer Santos chegou à cidade de Araguaína, um dos principais centros do entroncamento Tocantins, Pará, Maranhão, com cerca de 150 mil habitantes. Ali começava a aventura do engenheiro em seu treinamento de campo para a empresa Xstrata Brasil Exploração Mineral.

Para chegar à Xstrata, Eliezer pegou a estrada e teve que passar pelo município de Muricilândia – esse, bem menor e pitoresco, com pouco mais de 2 mil habitantes. Foi lá que Eliezer pôde encontrar um dos mais extravagantes e “customizados” Fuscas que ele já havia visto em toda sua vida: um autêntico besouro todo talhado a machadinha. Um luxo!

O próximo desafio era cruzar o rio Araguaia na balsa. O interessante guichê de passagens era a motivação (dês)necessária. A confiança era na fé de que a balsa bastante usada iria agüentar o tranco para levar o pessoal para “a banda do Pará”, onde os trabalhos seriam iniciados. Haja fé.

Chegaram à Xstrata, que fica bem à beira do Araguaia. E os treinamentos começaram… A capacitação foi dos profissionais da empresa para operar as 23 unidades de amostrador automático 3.700 com painel solar e sensor de nível, além de 23 Level Troll 500 e duas sondas Troll 9500 Professional comercializadas pela Clean à mineradora anglo-suíça. A multinacional investiga a presença de níquel na região. Com o equipamento de alta tecnologia fornecido pela Clean a mineradora estuda o comportamento de vários corpos de água no território. “O estudo do comportamento da drenagem natural é um elemento vital dentro do contexto ambiental, pois é necessário que estas informações estejam muito claras e documentadas antes de qualquer exploração na área”, explica Eliezer.

Os cuidados eram muitos, especialmente com as cobras da região. O trabalho no campo adentro também requer a alimentação não muito elaborada, servida em suculentas marmitex frias, degustadas com muita voracidade pela equipe, debaixo do calor úmido dos trópicos.

Foi no trabalho de campo da Xstrata que a equipe do Eliezer se viu numa situação inusitada: a potente caminhonete com tração nas quatro rodas atolou, nas entranhas da selva amazônica. Ou a equipe sairia a pé no meio da trilha precária de mata e bichos para buscar socorro ou tentaria contato com alguém que mandasse um carro para socorrê-los. Segundo dados do IBGE, a frota de veículos capazes de tirar um carro do atoleiro em Muricilândia é composta de 13 caminhonetes. Porém, a sorte ajudou e o pessoal da própria Xstrata salvou a intrépida trupe.

A produção de níquel da Xstrata foi de 52 mil toneladas em 2007 – cerca de mil toneladas a mais do que a soma de 2006. A presença do engenheiro da Clean nas instalações do cliente possibilitou a correção de anomalias no manuseio dos equipamentos. “Foram três dias de treinamento: dois dias de informações teóricas, com programação do equipamento e depois in loco”, informou Santos. Trabalho concluído na Xstrata, Santos pegou a estrada de volta – e foi uma volta mais complicada. Como a Total não opera nos finais de semana, o jeito foi pegar um aviãozinho em Marabá. Para ir até Marabá, porém, é necessário enfrentar cerca de 60 kilômetros da inacreditável rodovia estadual que liga Xinguara a Marabá, no meio da selva. Se o carro quebrasse ou atolasse ali, segundo o IBGE, a possibilidade de virar comida de onça era de cerca de 90% em menos de 24 horas.

O carro não quebrou, o Eliezer, vivinho da silva, pôde conferir ainda o monumento aos mortos de Eldorado de Carajás no caminho para o aeroporto. Em menos de 24 horas, depois de uma escala em Brasília, ele estava são e salvo em Campinas.

(Reportagem de Luiz Biajoni e Paulo Corrêa)

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